Concurso IBGE (Efetivos): órgão não tem previsão de edital

É grande a necessidade do concurso IBGE (Efetivos), cuja última solicitação foi de 1.800 vagas. Mas seleções temporárias estão acontecendo.

Em fevereiro de 2019 a nova presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, tomou posse do cargo no Rio de Janeiro e, já na cerimônia de posse, deu indicativos de que um novo concurso para efetivos é necessário.

Os próximos passos para a abertura desse futuro edital é que ainda precisam ser dados e, no momento, o que se tem de mais concreto são as seleções para temporários.

Segundo a gestora, nos últimos oito anos o órgão perdeu mais de 30% de seus funcionários. E se não bastasse isso, muitos de seus funcionários poderão se aposentar nos próximos anos, fazendo com que o IBGE perca mais 30% de seu quadro. Além disso, Susana destaca que falta pouco mais de um ano para a realização do Censo 2020, que é o maior desafio do IBGE.

A expectativa é de que até ainda neste primeiro semestre 2019 o IBGE encaminhe o pedido de realização do concurso público.

Em 2017 foi protocolado um pedido de 1.800 vagas efetivas, das quais, 1.200 seriam para Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas e 600 para Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas.

Comissão do Censo 2020

Em junho de 2018 aconteceu a primeira reunião da Comissão Consultiva do Censo Demográfico 2020. O objetivo foi apresentar o questionário, os aspectos técnicos e metodológicos e o programa de trabalho da Comissão no período de 2018-2021.

Nessa reunião, o presidente Roberto Olinto destacou a importância da Comissão para ampliar as discussões em torno de três frentes: formular um projeto técnico sólido para o Censo; mostrar a necessidade de realização de concurso público para suprir a falta de pessoal; e o esforço de aprovação do orçamento para a realização da pesquisa, que será da ordem de R$ 3,4 bilhões.

Processos seletivos para Temporários

Já está publicada a Portaria nº 207/2019, na qual foi autorizado concurso simplificado para preencher 234.416 vagas temporárias a partir de janeiro de 2020. Também está autorizada a seleção com 400 vagas para Analistas Censitários, que terá o Instituto AOCP como banca.

Do orçamento previsto, aproximadamente 60% dos recursos serão destinados ao pagamento de pessoal.

Estimativas da Comissão apontam que será necessário realizar pelo menos 240 mil contratações temporárias para o Censo 2020. Ou seja, no quesito “contratações temporárias”, tudo anda quase conforme o previsto no IBGE…

Processo seletivo para Censo Experimental 2019

Além das duas portarias autorizativas mencionadas acima, vale lembrar que o IBGE está realizando atualmente a seletiva que irá preencher mais de 200 vagas temporárias para profissionais que irão participar do Censo Experimental 2019. Os profissionais serão contratados a partir de julho deste ano e a organizadora do seletivo será o IBADE.

Cargos e salários do concurso IBGE

Baseado no pedido de autorização e em informações do concurso anterior, as vagas futuras poderão ser voltadas aos cargos de Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas e Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas.

Para o cargo Técnico o salário poderá oscilar entre R$ 3.471 e R$ 5.011. No caso de Analista,  será de até R$ 9.107.

A contratação do IBGE, neste caso, é feita pelo Regime Estatutário, que garante estabilidade empregatícia ao concurseiro aprovado e contratado. Outros benefícios são acrescidos, tais como: Auxílio-alimentação e Assistência a Saúde.

Último Concurso IBGE

Em 2015 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística realizou o último concurso e disponibilizou 600 vagas e destas foram providas 460 para técnico, 90 para analista e 50 para tecnologista. Os aprovados passaram a atuar a partir do segundo semestre de 2016.

Atualmente existe um déficit muito grande no IBGE, sobretudo porque dados colhidos na entidade demonstram que existem cerca de 5 mil funcionários em todo o país, mas 1.900 estão em abono de permanência, ou seja, 38% do efetivo pode se aposentar.

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